domingo, 1 de setembro de 2013

Após motim, jovens são transferidos da Funase de Abreu e Lima, PE Um deles foi levado ao Centro de Triagem (Cotel) por ser maior de idade. Feridos no tumulto receberam alta; visitação foi mantida neste domingo (1º).



Internos voltam ao centro de Abreu e Lima após triagem no Creed (Foto: Jaelson Filho / TV Globo)Internos voltam ao centro de Abreu e Lima após confusão
(Foto: Jaelson Filho / TV Globo)
Cinco jovens suspeitos de participar do motim no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima, no Grande Recife, no último sábado (31), foram transferidos para a Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), no bairro da Boa Vista, área central da capital, e de lá serão encaminhados para outras unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Após a confusão, eles prestaram depoimento na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). Um sexto interno também foi ouvido na GPCA e levado para Centro de Triagem (Cotel), também em Abreu e Lima, por ser maior de idade. A Funase pode atender infratores de até 21 anos. "Foram os agentes socioeducativos que indicaram aqueles que puxaram a tentativa de rebelião e como houve dano ao patrimônio público e pessoas feridas, a polícia instaurou inquéritos para eles responderem a esses delitos. Um deles, por ser maior, já foi para uma unidade carcerária", explicou o secretário estadual da Criança e da Juventude, Pedro Eurico.

Os seis internos feridos no tumulto foram levados para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região e para o Hospital da Restauração (HR), com queimaduras e marcas de agressão. De acordo com a assessoria da Funase, eles já receberam alta. Em nota, a Funase informou, que na manhã deste domingo (1°), um adolescente precisou ser atendido na UPA da Paulista. Ele ficou ferido durante uma discussão com um companheiro de ala e bateu com a cabeça na cama, que é feita de concreto. O jovem passa bem.

As visitas, mantidas neste domingo, começaram por volta das 10h e seguem até as 17h. Na segunda-feira (2), uma sindicância deve ser aberta para apurar o caso. A confusão teve início após uma briga entre adolescente das alas 3 e 5, que teriam rixas devido a crimes cometidos no passado. No tumulto, jovens destruíram bancas escolares e queimaram colchões. Alguns reparos foram realizados neste domingo e nenhuma ala precisou ser interditada.
"A gente continua acreditando no processo de ressocialização e na dimunição dos padrões de violência extrema nos quais esses jovens estão envolvidos. Ao lado da superlotação, existe as rixas permanentes, que vêm de fora da unidade, muitas vezes por jovens que disputam poder pelo tráfico de drogas", explicou o secretário.

A unidade de Abreu e Lima possui capacidade para 90 jovens, mas atualmente abriga mais de 300. Esse foi o segundo tumulto registrado no local em apenas 24 horas. Na sexta (30), uma briga entre adolescentes já tinha danificado as instalações do prédio
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