quinta-feira, 22 de março de 2012

Falsificação de passe livre para deficientes é investigada pela polícia


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Mais carteiras vermelhas são falsificadas porque dão direito à gratuidade, além do deficiente, de um acompanhante, segundo a delegada Ana Elisa Sobreira


Não só cartões de crédito e documentos de identidade são utilizados em crimes. O Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) também pode ser fraudado. Investigação da Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (DECASP) constatou que muitos cartões que garantem a gratuidade da passagem de ônibus para deficientes são falsificados.
Em fiscalizações do Grande Recife Consórcio de Transportes, responsável pelo transporte coletivo na Região Metropolitana do Recife, foram apreendidas 300 unidades. Esses cartões foram encaminhados para o Instituto de Criminalística, que apresentou laudo apontando que a maioria dos passes apreendidos é fraudada. Ainda de acordo com a perícia, a falsificação acontece de diversas formas.
Há casos de cartões falsos que utilizam o mesmo material que os oficiais, PVC, mantendo também os contornos e a forma. Nesses, a foto geralmente é alterada. As investigações tentam descobrir se eles são feitos por algum grupo especializado. "Hoje em dia, em determinados lugares do Centro do Recife, por exemplo, você pode levar uma foto 3x4 e sair com um passe livre", apontou a delegada Ana Elisa Sobreira, responsável pela apurações.
Existem até aqueles em que, apesar de apresentar nome masculino, o VEM tem foto de mulher. "O que acontece é que as pessoas pedem para entrar pela porta traseira dos ônibus, mostrando a carteira de longe. Dessa forma, os cobradores não conseguem perceber a fraude. Mas eles já foram avisados para instensificar a fiscalização", disse a delegada.

Ainda há casos em que o Grande Recife tem prejuízo em dobro pela fraude. "Há mais carteiras vermelhas que azuis entre as que foram periciadas. Isto porque as vermelhas dão direito à gratuidade também de um acompanhante do deficiente", afirmou Ana Elisa Sobreira.

PRÓXIMOS PASSOS - Será feita uma triagem para verificar quantos cartões são falsificados entre os que foram encaminhados para o IC e quais são as modalidades mais comuns do crime. Depois, a polícia ouvirá essas pessoas. O objetivo é descobrir como elas chegaram ao passe e, mais ainda, se há algum esquema fraudulento envolvendo quadrilhas ou a participação de funcionários do consórcio.

De acordo com a delegada, outro destaque da fraude do passe livre para deficientes será investigado. Trata-se da participação de alguns médicos, que atestam deficiência em pessoas saudáveis para que elas consigam as carteiras.

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