A Polícia Militar usou spray de pimenta e balas de borracha para dispersar o grupo de manifestantes, que bloqueava a Avenida Agamenon Magalhães desde o início da noite desta sexta-feira (21). O confronto começou por volta das 21h, na altura do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no sentido Olinda-Boa Viagem. A polícia decidiu usar a força apesar dos participantes do ato estarem caminhando de forma pacífica, na direção da Praça do Derby.
Em meio à confusão, alguns manifestantes foram detidos. Três foram levados para a Delegacia de Santo Amato, na área central da capital. Policiais militares ordenaram ainda que um fotógrafo, que acompanhava o protesto, desligasse a máquina para não registrar o tumulto. Profissionais de imprensa sentiram os efeitos do spray de pimenta. A manifestação foi reprimida pelo 13º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pela área.
Os PMs envolvidos na confusão ainda usavam uma braçadeira com o nome “paz” por cima do fardamento, como ocorreu na marcha realizada na quinta (20) na capital pernambucana.
"Achei ridícula a ação da polícia. Nenhum manifestante provocou, mas mesmo assim fomos atacados até Praça do Derby, onde fomos encurralados e foi dada ordem de ataque com cassetetes e tiro de borracha para cima", afirmou o estudante Felipe Lima. Após o confronto, a avenida foi liberada.
A manifestação desta sexta começou por volta das 17h. O grupo saiu em caminhada da Praça do Derby. Eles seguiram pela Agamenon Magalhães em direção à Zona Sul da capital, sentaram no Viaduto Joana Bezerra e, depois, retornaram à praça. A confusão ocorreu depois do grupo se dirigir para o trecho próximo ao Parque Amorim.
O ato, segundo os jovens, era pela reforma política, redução da tarifa de ônibus, pelo passe livre e por melhorias na educação.
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